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Alice in Chains – Black gives away to blue (2009)

 

AIC - formação atualNesta seção dedicada ao retorno de bandas de rock até então desacreditadas pela crítica e público quanto a sua qualidade e valia nada mais sensato e justo começar por essa banda que foi a segunda mais bem sucedida em vendas e execução nas rádios do Grunge e que só não alçou voos maiores no sentido de ser a melhor banda de rock dos anos 90 por causa do grave envolvimento que os membros tiveram com heroína, o que acabou levando o seu vocalista Layne Staley ( um dos maiores cantores que o rock teve ) a morte.

A banda que em sua formação original conciliava o peso de Black Sabbath com a técnica hard rock nos solo de bandas como Van Halen através da guitarra de Jerry Cantrell e liderados por um cantor de timbre de voz incomum e alcance vocal nas oitavas muito acima dos demais cantores de rock daquela época, que cantava sobre morte, impotência diante do vício, barbáries da guerra e depressão por falta de motivação para viver num hard metal técnico e elaborado oras mesclados com músicas acusticas melancólicas de complexas harmonias.

Desde o terceiro e último álbum de estúdio com Layne Staley vivo de 1995 auto intitulado com o nome da banda até o quarto álbum de retorno Black gives away to blue, com o novo vocalista William Duvall em 2009, Layne se confinou no vício de 1997 até a inevitável morte em 2002 e Jerry Cantrell lançou dois albuns solos excepcionais de 1998 à 2002, até que os remanescentes voltaram a tocar ao vivo em 2004, testando vários vocalistas e analisando se deveriam continuar como Alice in Chains ou formar outra banda e conceito musical, eles efetivaram Duvall como vocalista oficial em 2007 e dois anos após lançaram este álbum voltando a ativa oficialmente.

Logo na faixa de abertura All Secrets Known dá pra sentir o que será o Alice in Chains dali por diante, da formação original que tocava apenas com uma guitarra com timbres depressivos, vemos agora um Alice in Chains com duas guitarras mais pesadas e vigorosas que em alguns momentos lembram o paredão de riffs de Tony Iommi, só que numa versão hard metal, oras mesclando para a versatilidade ritmica do hard rock, nos versos iniciais também ouvimos o novo lema da banda: “Esperança / um novo começo / Tempo / Hora de começar a viver”, em Check my Brain, Jerry Cantrell canta e conta sobre a influência mental que o estilo de vida Californiano causa nele, em Last of my kind vemos uma linha dupla de guitarras que lembra muito o Metallica dos anos 80, banda pela qual eles tem uma relação de mutua de irmandade e admiração.

Your Decision fala de resistir a dor como oportunidade de viver a vida através da superação de seus medos e escolhas que temos que fazer: “Você alimenta o fogo que queimou a todos nós / Quando você mente / Para sentir a dor que te deixa / Negro por dentro. A looking a view, que foi o primeiro single deste álbum magistral, tem a divina assombração do Black Sabbath nas guitarras, baixo e bateria, mas tocada de forma muito mais acelerada e agressiva e com um clipe pra lá de heavy metal que conta a história de um pai que espanca o filho e abusa sexualmente da filha, sendo no final este pai é assassinado pelos filhos fazendo uma analogia metafórica com a letra da canção: “Escondendo-se na escuridão abaixo / Querendo subir até a superfície de algo / Rastejando em sua pele, desconfortável / Faz você freiar e correr, tropeçar e cair”.

When the Sun Rose Again mostra a descoberta libertadora do sentido de viver e amar a vida, como poeticamente diz a tradução do título da música ” Quando o sol nasceu “, musicalmente, ela é conduzida de forma mistica por violão, baixo acústico e percussão com uma guitarra solo hiper melódica em poucas e simples notas. Acid Bubble é o momento mais rude e áspero do álbum numa canção que é inteiramente heavy metal e de letra dilaceradora como podemos ver nos versos: “E eu sempre prestei atenção a todas as linhas que você ultrapassou / Perdoe esta imperfeição que mostra e sabe / Eu sou a criança que vive e chora num canto / Morre num canto / Sozinha dentro da sua mente”. Lesson Learned é a única rock n’ roll alto astral deste álbum e é como se fosse um Foo Fighters tentando tocar com a pegada hard metal do Alice in Chains, concepção que mostrou uma vertente que o Alice in Chains deve aproveitar mais em seus futuros álbuns e com uma letra de ironia super intelectual: “Apenas outra lição aprendida / Vista uma cicatriz, uma chatice repetida / Pegue um curso fatal simples / Aberto até o sangramento parar”, “Você apenas jogou outro tijolo / Torne pedra o melhor enganador / Multiplique o custo acrescentado / Fácil tornar-se um crente…  simplesmente magnífico.

Take Her Out é a canção arroz com feijão do álbum e com uma letra que fala de um fulgás envolvimento com uma garota de programa, uma canção totalmente dispensável em vista da qualidade e superioridade das demais canções do álbum. Em Private Hell temos o ápice do disco com uma letra que remete as melhores coisas escritas e cantadas por Layne Staley, onde formamos a imagem teatral dele cantando a letra como um pedido de desculpas ao seus companheiros por ter fracassado em vida e ter sido levado pela morte: “Livre-se do seu amor / E então remova outro túmulo / Palavras pintadas enfeitam as paredes / Ecoando falso (Eu sinto frio)” … “Cheio de promessas / Você raramente as encontra pra começar / Talvez eu esteja com medo / De deixar todos vocês no caminho / (Acho que sim)”, de todas as canções cantadas por Duvall, nesta ele chegou bem perto da interpretação vocal de Layne, e o álbum encerra – se poética e nostalgicamente com a canção título Black gives away to blue, num grande tributo dos membros remanescentes da formação original composta e cantada com grande emoção por Jerry Cantrell e com a participação especialíssima de Elton John no piano:

Escuridão Dá Lugar a Tristezalayne AIC

Eu não quero sentir mais
É mais fácil se manter caindo
Imitações são pálidas
O vazio dos amanhãs
assombrados por seu fantasma

Deixe de lado, escuridão dá lugar a tristeza
Deixe de lado, eu me lembrarei de você

Enfraquecido pelo projeto
Conscientemente, evitando mudanças
Cortinas agora são feitas
Silenciando todos os amanhãs,
Forçando um Adeus,

Deixe de lado, escuridão dá lugar a tristeza
Deixe de lado, eu me lembrarei de você

Muitos fãs questionavam entre si sobre a condição ou não de William Duvall segurar a responsabilidade de substituir Layne nos vocais, Layne entrou para história no rock sendo um dos maiores vocalistas que o estilo teve, e Duvall não vem para ser um sósia forçado e artificial de Layne, Duvall vem para o Alice in Chains para ser apenas ele e contribuir para banda tratando de ótimo guitarrista que também é e auxiliado por Jerry que é um ótimo lead vocal. Sem sombra de dúvidas Black gives way to blue não foi apenas uma grata surpresa para o mundo do rock, mas um dos melhores e mais significativos discos da década passada.

Tracklist

 

  1. “All Secrets Known”
  2. “Check My Brain”
  3. “Last of My Kind” (Cantrell, William DuVall)
  4. “Your Decision”
  5. “A Looking in View” (Cantrell, DuVall, Sean Kinney, Mike Inez)
  6. “When the Sun Rose Again”
  7. “Acid Bubble”
  8. “Lesson Learned”
  9. “Take Her Out”
  10. “Private Hell”
  11. “Black Gives Way to Blue” .
Integrantes:

William DuVall – vocal, guitarra
Jerry Cantrell – guitarra, vocal
Mike Inez – baixo
Sean Kinney – bateria
Nick Raskulinecz – produtor
Elton John – piano em “Black Gives Way to Blue”

http://www.aliceinchains.com

 


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