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Black Sabbath – 13

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Este é o final do começo / ou o começo do fim… Este são os primeiros versos do triunfal e emblemático retorno dos pais e precursores do heavy metal com Ozzy Osbourne nos vocais juntamente com Tony Iommi e Geezer Butler após 35 anos da separação em 1978. A ausência neste trabalho é de Bill Ward por divergências em questões contratuais. Em 13 o Black Sabbath não teve a pretensão de fazer um heavy metal moderno e sim resgatar o espírito dos 6 primeiros álbuns da formação clássica e original da banda, conseguindo isso com extremo êxito para  deleite dos fãs. Já na temática das letras entra questões como vida e morte, valores morais corrompidos, desregramento sócio – político – religiosos de um mundo decadente e sem salvação.

O álbum começa com End of the beggining que na sua introdução tem uma referência clara ao riff fantasmagórico e sombrio da música Black Sabbath do álbum de nome homônimo de 1970 mas quando chega na sua metade tem a sua harmonia acelerada e presenteia o ouvinte com um grande solo de guitarra de Tony Iommi no final desta faixa de abertura.

Na segunda faixa God is dead começa com uma guitarra arrastada e soturna, Ozzy canta versos sobre a decadência de um mundo corrompido sendo disputado por Deus e Satanás onde ele pergunta se Deus realmente está morto e com um Geezer Butler afiadíssimo, dando uma aula de como tocar contra baixo do início ao fim da canção, Loner na terceira faixa lembra muito o riff de N.I.B só que com muito mais peso por parte de Tony Iommi, e Geezer Butler soltando o braço no contrabaixo, a canção fala de uma pessoa solitária e infeliz com a sua condição na vida, essa música com certeza provocará um bate cabeça infernal nos shows ao vivo.

Na quarta faixa Zeitgeist vem com uma letra reflexiva usando o universo como ambientação, na sonoridade lembra muito Planet Caravan mas sem soar como uma cópia ou reciclagem de uma idéia que deu certo e sim como uma canção mais lapidada do que a sua antecessora.

blacksabbathAbrindo a segunda metade do disco, Age of reason na quinta faixa surpreende o ouvinte com a versatibilidade ritmica no decorrer da canção e Tony Iommi nos presenteia mais uma vez com um solo inspiradíssimo, e Brad Wilk (RAGE AGAINST THE MACHINE), baterista que substituiu o posto de Bill Ward nas baquetas tem a sua melhor performance no disco. Live Forever na sexta faixa, vem com os riffs mais pesados e dilacerantes do álbum com Ozzy Osbourne na altura de sua terceira idade dizendo no refrão que não irá viver para sempre, mas que ainda não quer morrer.

Damaged Soul como sétima faixa mostra as raízes de blues da banda com Ozzy cantando sobre Deus perdendo os filhos justos para o Diabo e trazendo a gaita harmônica que lembra The Wizard, e os intrumentistas da banda tocando como se estivessem numa Jam Session, de todas as letras do álbum essa é a mais tenebrosa e maquiavélica.

O álbum encerra – se magistralmente na oitava faixa com Dear Father, onde Ozzy Osbourne faz a analogia de um Pai repressor e inescrupuloso que não consegue controlar o seu filho com a concepção dogmática e contraditória das Igrejas onde seus representantes pecam e comentem desregramentos ao mesmo tempo que oram e pedem pela salvação da alma de seus seguidores.

Quanto a voz e o canto de Ozzy, ele não tem mais a mesma potência vocal de petardos da sua carreira solo como Crazy Train ou Mr. Crowley, mas ainda é o homem de frente da banda com muita propriedade e maestria nos vocais, afinal são mais de 40 anos cantando rock n’ roll.

A despeito de todos os desentendimentos ao longo de 35 anos por conta das drogas, esposas controladoras, questões contratuais, o Black Sabbath mostra em 13 que a química e a magia da música do medo e terror ainda existem entre eles e fecham um cíclo que encontrava – se incompleto com muita dignidade e talento, considerando que este pode ser o último disco de estúdio da carreira do Black Sabbath, afinal já são senhores perto dos 70 anos de idade.

NOTA: 8,5

Black Sabbath 13 (2013)

Tracklist:

01. End of the Beginning
02. God Is Dead?
03. Loner
04. Zeitgeist
05. Age of Reason
06. Live Forever
07. Damaged Soul
08. Dear Father

Selo: Vertigo, Universal

Formação:
Ozzy Osbourne – vocais e gaita
Tony Iommi – guitarra
Geezer Butler – baixo
com participação de Brad Wilk – bateria

Site Oficial: www.blacksabbath.com

 

Confira na integra o novo disco do Black Sabbath e veja porquê eles são os precursores do heavy metal

 


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