Alanis Morissette – Jagged Little Pill (1995)

Alanis É o ano de 1995, no ano anterior o rock dos anos 90 teria a sua primeira grande baixa, o suicídio de Kurt Cobain, não só o líder do Nirvana, mas também o maior expoente musical do Grunge.

Alanis: Entretanto o Grunge por sua vez foi aos poucos na América do Norte sucumbindo ao rock alternativo perdendo espaço para bandas como Smashing Pumpkins, que no mesmo ano lançaria o seu disco clássico Mellon Collie and the Infinite Sadness… e o Garbage que surgiu como uma estrela cadente com o seu homônimo álbum de estréia, trazendo ao rock novas sonoridades e fusão de estilos.

Assim como ainda tínhamos o Foo Fighters de Dave Grohl (ex batera do Nirvana) despontando como grande esperança do futuro do rock, fazendo uma mescla de punk com pitadas de hard rock e do lado inglês o Oasis começava a criar o seu império dentro do rock

Entretanto. quem seria a grande personalidade do ano seria uma cantora na época com seus 21 anos de idade chamada Alanis Morissette.

Sendo assim, em Jagged Little Pill, Alanis mostra a mulher intensa, rebelde e audaciosa, que faz de canções confissões emocionais sobre frustrações e aprendizados com a vida, com o amor.

Assim como deixa latente que essa mulher que ser feliz e respeitada em sua sexualidade e feminilidade, coisas que não víamos nas roqueiras dos anos 80.

You Oughta Know, fala da mulher que foi traída e trocada por uma outra qualquer, jorrando ironia e desejo de vingança através do comparativo que faz dela com a atual aventura de seu ex – companheiro.

Em Perfect, fala do casal de namorados jovens que no dia a dia vão pouco a pouco destruindo o amor que há entre eles por conta da imaturidade e falta de diálogo.

AlanisEm Forgiven, traz a mão dupla complicada da jovem religiosa, mas que não quer prender seus sonhos e metas a uma vida conservadora e hipócrita

You Learn fala de viver os altos e baixos do dia – a – dia com coragem, naturalidade e confiança.

Mary Jane é de longe a melodia mais bonita do disco, onde Alanis mostra todo a potência e emoção do seu vocal e a considero também uma das cinco baladas mais bonitas do rock dos anos 90, mesmo estando muito longe de ser uma canção de amor.

Wake Up, música que encerra o disco, fala das pessoas que independentemente da idade, estão dormentes e vegetativas para a vida que vivem e como vivem.

Instrumentalmente, Alanis e seu parceiro musical da época (Glen Ballard) alternam guitarras e violões com docilidade, ritmo e agressividade, o que as vezes da a sensação de ser uma segunda voz das músicas em si.

Assim como Taylor Hawkins (bateria e atual Foo Fighters) dá um vigor e swing especial para as músicas no momento que a sua melodia ou o canto de Alanis pede que isso venha à tona.

Então, saiba mais sobre algumas curiosidades sobre Jagged Little Pill:

Todavia o álbum recebeu seis indicações ao Grammy Awards em 1996, e a cantora ganhou 4 categorias: “Melhor Performance Rock Vocal Feminina”, “Melhor Canção Rock”, “Melhor Álbum de Rock” e “Álbum do Ano” (ela perdeu somente nas categorias “Melhor Artista Revelação” e “Canção do Ano”).

Sendo assim considerado um dos 10 melhores álbuns da década de 90, e o melhor álbum de Rock Alternativo por uma mulher lançado no século passado. É o álbum internacional mais vendido no Brasil na década de 90, acumulando 550 mil cópias. Assim que lançou, Alanis foi considerada uma das mulheres mais influentes da música.

Portanto, desde o seu lançamento em 1995 ao ano atual de 2019 o álbum já passou da marca de 60 milhões de cópias vendidas.

 

Tracklist:

 

1.            “All I Really Want”

2.            “You Oughta Know”

3.            “Perfect”

4.            “Hand in My Pocket”

5.            “Right Through You”

6.            “Forgiven”

7.            “You Learn”

8.            “Head over Feet”

9.            “Mary Jane”

10.         “Ironic”

11.         “Not the Doctor”

12.         “Wake Up”

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One Reply to “Alanis Morissette – Jagged Little Pill (1995)”

  1. A Alanis Morissette é a mulher precursora da feminista ativa e pensante no mundo da música.

    Ela não chega a ter o carisma da Shirley Manson (Garbage) ou ter toda o domínio aos instrumentos musicais como a PJ Harvey, mas é uma grande cabeça pensante dentro do rock feminino

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