Garbage – Version 2.0 (1998) – A luxuria do rock

GarbageGarbage – como primeiro disco internacional a passar pelo crivo crítico do nosso blog eu poderia ter escolhido algum disco clássico do grunge ou do britpop para ser comentado e postado.

 

Mas como um fã ávido de rock alternativo e por ter uma grande relação sentimental com essa banda, resolvi então escolher o Version 2.0, segundo álbum da carreira do Garbage.

 

Garbage: Para quem não conhece a banda, vou dar um leve parecer sobre a mesma.

 

Garbage é uma banda norte – americana formada em 1994 pelos integrantes e super produtores:

 

  • Duke Ericson (guitarra, teclado e piano),
  • Stevie Marker (guitarra, contrabaixo e teclado),
  • Butch Vig (bateria, samplers e loops) sendo este produtor de bandas como Nirvana, Smashing Pumpkins, Sonic Youth, Foo Fighters, entre outros,
  • completando a banda com a vocalista.Shirley Manson, uma escocesa ruiva de olhos verdes e vocal grave.
A banda foi a que não só nos anos 90 mas até os dias de hoje a que mais inovou em termos de sonoridade.

 

Fazendo fusões incríveis de pop, gótico e rock alternativo, ou rock convencional com trip hop.

 

Sendo assim essas fusões acompanhadas de efeitos eletrônicos no som.

 

Se formos citar influências, podemos dizer que:

 

O Garbage é a fusão de The Pretenders com Siouxsie and the banshees, com pitadas de Smashing Pumpkins e Depeche Mode.

 

Garbage vinha de um primeiro álbum lançado em 1995 muito bem sucedido com 3 indicações ao grammy.

 

Todavia, mesmo não sendo vencedor nestas indicações, muito se esperava da banda no próximo álbum.

 

Quando ele chegou os fãs e críticos não tiveram do que reclamar, muito pelo contrário, só a elogiar.

 

Garbage: O álbum aposta fundo no som eletrônico com loops e samplers na bateria e ambientações nos teclados.

Todas as bandas de rock estavam fazendo isso na época…

… mas sem deixar de lado as guitarras.

Até hoje em dia ele o disco soa mais moderno e atual do que muitos trabalhos recentes de outras bandas.

 

O disco já começa a mil com Temptations Waits com uma bateria eletrônica super pop e pulsante e baixo e guitarras rock n’ roll mergulhada em sintetizadores e que já deixa o ouvinte totalmente sem ar.

 

Garbage
Em seguida vem I think I’m Paranoid:

 

  • que começa com um dedilhado de guitarra pop despretensioso e que estoura num pré refrão ensurdecedor com as duas guitarras na mesma linha, partindo para um refrão onde aí sim as guitarrras se alternam entre si.
Na terceira faixa ouvimos When I Grow Up, musica perfeita para casas noturnas e discotecas, mesmo sem ser uma canção dance, mas sua bateria e baixo é mais dançante do que muitas dance music por aí.

 

Na sequência vem Medication, primeira balada do álbum com letra mais séria e inspirada com belas melodias de guitarras e harmonia de teclado, em versão acústica ela é 10 vezes mais bonita .

 

Como 5ª faixa temos Special, uma música bem ao estilo do The Pretenders:

 

Com riffs e dedilhados de guitarras docílimos e bateria e baixo em ritmo acelerado, no final Shirley Manson emenda o verso título de Talk of the town do próprio The Pretenders.

 

Nas cinco próximas músicas vem uma verdadeira avalanche sonora:

A começar pela 6ª faixa Hammering in my Head, onde eles simplesmente fazem um “riff dance” na guitarra, um monte de efeitos eletrônicos no teclado e uma bateria pop e tribal ao mesmo tempo, e a Shirley Manson num estado kamassutrico cantando versos de uma letra regada de loucura, perversão sexual e paixão descontrolada.

 

Assim como a emenda vem com Push it na 7ª faixa que tem um videoclipe que é uma obra de arte esquizofrênica, a grande sacada desta canção é o seu refrão explosivo contracenando com o vocal sussurrante de Shirley Manson.

 

A 8ª faixa e a minha preferida do álbum é The trick is to keep Breathing.

 

  • Um teclado sedutor de introdução,
  • um contrabaixo melódico e suingado,
  • a bateria pop que explode no refrão,
  • com guitarras que lembram vagamente uma escala de jazz e a voz de veludo da Shirley que chega até a perder o tom barítono.

A 9ª faixa é Dumb, um rock industrial, ou techno rock como queiram, uma bateria que é um bate estaca, um contrabaixo de sentir o estrondo dentro do corpo, guitarras pesadas com um vocal vociferante.

 

Entretanto, chegando nas ultimas 3 faixas, como 10ª faixa vem Sleep Together:

 

Com um teclado gótico de introdução, pós refrão e parte final, uma bateria propositadamente descompassada e contrabaixo cru, sem nenhum efeito eletrõnico.

 

Curiosamente mesmo essa canção sendo praticamente ausente de guitarra, ela é super pesada.

 

Na 11ª e penultima faixa vem Wicked Ways:

 

  • onde Shirley faz um canto que resume a sua vida na transição da adoslescência para fase adulta e todos os perigos que envolveram esta época.
  • o pré refrão e o refrâo desta musica são ensurdecedores também, de todas as músicas do álbum é a menos eletrônica.

 

O álbum encerra liricamente com a romântica e inspirada You look so Fine, música com dois teclados, duas guitarras, baixo e bateria, e o vocal horas cantado, oras falado como se fosse uma jura de amor, terminando com o verso: “Let’s pretend happing end” (Vamos fingir um final feliz).

 

Um disco que é bom do início ao fim, não tem nenhuma canção que você fale que é a música fraca do disco (hoje em dia é o oposto disso com boa parte dos artistas).

 

Na época o crítico musical da extinta Showbizz Thales de Menezes classificou este disco como a “intersecção da ciência com a arte”, quer definição mais elegante e glamourosa que essa?!

 

Garbage: Curiosidades de Version 2.0:

 

HITS: Push It, I Think I’m Paranoid, Special, When I Grow Up, You look so Fine, The trick is to keep Breathing.

 

VENDAGEM: 12 milhões de cópias vendidas na época sendo alcançada a marca de 1 milhão de cópias em cinco países da Europa.

 

NO BRASIL: Foi o 10° disco de rock mais vendido no ano de 1998.

 

GRANDES SHOWS: Foram banda de abertura de:

 

Smashing Pumpkins,
Red Hot Chilli Peppers e
Alanis Morissette.

 

Além de participarem de vários festivais de rock pela Europa e América do Norte.

 

Garbage: Confira abaixo o áudio na integra do disco e dê sua opinião sobre a banda

 

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